quarta-feira, 18 de abril de 2012

Análise da redação "Descanso do cavalo branco"

Olá, pessoal!

Após a postagem extraordinária para o concurso da Caixa Econômica, seguem os comentários sobre a redação “Descanso do cavalo branco”, publicada neste post aqui.

Introdução
Pela frase-guia do primeiro parágrafo, percebe-se que a linha de raciocínio do autor é a seguinte:

“O homem contemporâneo tem dificuldade de viver um grande amor porque o mundo de hoje é, em muitos aspectos, incompatível com idealizações amorosas”.

Para comprovar essa ideia, o autor compara a era atual com a medieval. Essa comparação foi interessante porque conferiu um tom criativo ao texto.

Desenvolvimento
As causas de o homem contemporâneo ter dificuldades de viver um grande amor na era atual são:

D1: Correria, ansiedade do mundo de hoje. A vida corrida faz com que seja escasso o tempo para se dedicar ao amor.

D2: Individualismo, racionalismo do mundo moderno. As pessoas hoje são muito voltadas para si próprias e, nesse contexto, é difícil se dedicar a um sentimento que exige tanta doação.

D3: Crise de valores. No mundo de hoje, o ser humano usa mal a liberdade, o que o impede de viver um relacionamento estável.

Conclusão
Reafirmação da tese + desfecho criativo.
Desfecho criativo: caso se queira facilitar a experiência de viver tão grandioso sentimento, armadura e cavalo branco aguardam adormecidos.

Ou seja: no mundo de hoje, é muito difícil viver um grande amor, no entanto, se alguém estiver disposto, ainda é possível amar.

O cavalo branco adormecido é uma metáfora, utilizada para criar a imagem de um sentimento que, apesar de estar deixado de lado, ainda pode existir para quem se dispuser.

Importante também perceber que é nesse desfecho que o título pode ser entendido. Temos aí um bom exemplo de como o título pode ser importante para uma redação, apesar de não ser obrigatório.

Pronto! Redação brevemente analisada.
Obs: a nota desse texto foi 9,5.

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                                                                  Imagem retirada do site http://cienciahoje.uol.com.br