terça-feira, 27 de setembro de 2011

Agora a conclusão

Introdução
Em uma visão panorâmica de nossos últimos candidatos a cargos públicos, tem-se a impressão de que a preocupação de muitos está mais direcionada à apresentação de suas ideias do que a sua real efetivação. Logo se vê que o ditado popular “A propaganda é a alma do negócio” é levado bem a sério por tais brasileiros. Talvez o que lhes falte é uma análise profunda dos problemas enfrentados pelo país, para que depois sejam apresentadas propostas e ideias que realmente venham trazer soluções na prática.
Conclusão
Logo se percebe, em meio a tudo isso, que boas ideias não são o suficiente para se melhorar o bom andamento de nosso país, e sim, É necessário um  profundo conhecimento das dificuldades que esse país enfrenta, estar ciente domínio de suas leis, na integra e como elas funcionam e um real interesse de todos para que, uma-a-uma, essas dificuldades sejam vencidas e exterminadas pela raiz.

Essa é a última postagem sobre a redação da minha ex-aluna. Inseri novamente a introdução para que seja feita a comparação entre início e fim de texto.
Aliás, esse é um ponto importantíssimo quando falamos em conclusão. O último parágrafo deve ser baseado na introdução. O posicionamento apresentado no primeiro parágrafo deve ser reafirmado no último para que se garanta a coerência e a circularidade do texto. Ou seja, o texto deve ser finalizado com a mesma ideia que o iniciou.
A autora começou dizendo que não há um estudo criterioso sobre os problemas do nosso país e que os candidatos a cargos público se preocupam mais com apresentação de ideias do que com sua real efetivação. Para finalizar o texto, ela inicia a conclusão com essa mesma ideia: apresentação de ideias não é o suficiente para solucionar os problemas do país. Em seguida, ela apresenta algumas medidas para que esse problema seja resolvido.
Acho que todos sabem que no Enem é necessário inserir propostas de solução. Esse item vale até dois pontos no texto.
Na conclusão apresentada, achei a proposta de solução muito vaga. A autora poderia ter sido mais específica, poderia ter apresentado propostas mais concretas para a solução do problema. Por exemplo, ela poderia ter citado que é necessário que os políticos trabalhem em busca de um sistema menos moroso, poderia ter sugerido uma reestruturação no sistema educacional, com o objetivo de fazer com que os jovens conheçam mais o nosso sistema político e que se interessem mais pelo assunto etc.
Por fim, um ponto muuuito importante: não continue tentando defender sua ideia no último parágrafo. Vejo muitas conclusões em que o autor apresenta novos argumentos e continua defendendo seu ponto de vista. O espaço para argumentar é apenas o desenvolvimento. A estrutura da conclusão é a seguinte – para o Enem
Reafirmação da frase-guia da introdução + propostas de solução.
É isso, gente!
Até a próxima!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dois parágrafos de desenvolvimento

Continuo com a redação da minha ex-aluna. O foco agora são os parágrafos de desenvolvimento. A introdução, que já analisada por aqui, foi inserida para facilitar a compreensão do texto.

Tema: Por que o brasileiro não consegue realizar na prática as ideias que lhe parecem adequadas ao desenvolvimento do país?

Boas ideias não são suficientes
Em uma visão panorâmica de nossos últimos candidatos a cargos públicos, tem-se a impressão de que a preocupação de muitos está mais direcionada à apresentação de suas ideias do que a sua real efetivação. Logo se vê que o ditado popular “A propaganda é a alma do negócio” é levado bem a sério por tais brasileiros. Talvez o que lhes falte é uma análise profunda dos problemas enfrentados pelo país, para que depois sejam apresentadas propostas e ideias que realmente venham trazer soluções na prática.
Essa preocupação em apresentar suas ideais, é uma luta desesperada para se chegar onde quer. A intenção é de agradar ao público, e em suas palavras e promessas não há a real preocupação se serão cumpridas ou não. Os problemas existentes não são analisados a fundo antes de se propor tais ideias. São dadas, no papel, soluções de problemas vividos no dia a dia dos brasileiros, que  na realidade tais soluções não podem ser cumpridas, pois esbarrão em leis já existentes que as proíbem de serem realizadas.
Além disso, temos visto em eleições passadas, por diversas vezes, outra situação se repetir. Pessoas que talvez, estivessem cheias de boas intenções e ideias que lhes pareciam bem adequadas para melhorar a vida do cidadão brasileiro, mas quando chega na prática, vê que não é tão simples assim. Suas ideias são muito boas no papel, mas á uma dificuldade para cumpri-las, pois não depende só dessas pessoas para que suas ideias tenham um bom desenvolvimento quando colocadas em pratica.

Comentários
Projeto de texto:
Introdução
Boas ideias não são praticadas porque os interessados em representar a nação não analisam os problemas com profundidade, preocupam-se mais em apresentar propostas.
Desenvolvimento
D1 à Estudos aprofundados sobre os problemas nacionais não acontecem porque alguns governantes não têm a real intenção de resolvê-los. Desejam apenas ganhar as eleições.
D2 à Em alguns casos, há governantes com real intenção de mudanças, mas que não conseguem efetivar suas ideias por se depararem com dificuldades inerentes ao próprio sistema.
São essas as duas causas de o brasileiro não pôr em prática ideias favoráveis ao desenvolvimento do país. Cada causa foi apresentada em um parágrafo, garantindo a organização das ideias.
A forma
Assim como na introdução, o desenvolvimento apresenta um bom conteúdo, mas alguns problemas em relação à forma. Segue a correção enviada à autora:
Essa preocupação em apresentar suas ideais, é uma luta desesperada de alguns políticos para se chegar aonde quer. A intenção é de agradar ao público, e em suas palavras e promessas não há a real preocupação de tornar tais projetos reais. se serão cumpridas ou não. Os problemas existentes não são analisados a fundo antes de se proporem tais ideias. São dadas, no papel, soluções de para problemas vividos no dia a dia dos brasileiros, que porém, na realidade, sabe-se que  tais soluções não podem ser cumpridas, pois esbarrão esbarram em leis já existentes que as proíbem de serem realizadas.
Além disso, temos visto já se viu em eleições passadas, por diversas vezes, outra situação se repetir. Pessoas que, talvez, estivessem cheias de boas intenções e ideias que lhes pareciam bem adequadas para melhorar a vida do cidadão brasileiro, mas que não conseguiram pôr em prática suas propostas, porque se depararam com dificuldades do próprio sistema. quando chega na prática, vê que não é tão simples assim. Suas ideias são eram muito boas no papel, mas á uma grande dificuldade para cumpri-las, pois não depende só dessas pessoas para que suas ideias tenham um bom desenvolvimento quando colocadas em pratica. (Esse argumento final está sendo dito pela segunda vez nesse parágrafo, apenas com palavras diferentes. Por isso, sugeri a retirada do trecho). Um exemplo ao final desse parágrafo tornaria a argumentação ainda mais forte.




Desenvolvimento analisado!
 Na próxima postagem, publicarei a conclusão dessa dissertação e os comentários gerais sobre o texto.
Até a próxima!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Análise de introdução

Transcrevo aqui a introdução de uma redação feita por uma ex-aluna. Ela não pôde permanecer no curso, mas continuou estudando em casa e me enviou o texto para correção.
Obrigada por autorizar a postagem, querida!! J


Tema: Por que o brasileiro não consegue realizar na prática as ideias que lhe parecem adequadas ao desenvolvimento do país?

                     Boas ideias não são suficientes
Em uma visão panorâmica de nossos últimos candidatos a cargos públicos, como deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, etc., tem-se a impressão que a preocupação de muitos está mais direcionada a apresentação de suas ideias, do que se realmente irão ou não cumpri-las. Logo se vê que o ditado popular “A propaganda é a alma do negócio” é levado bem a sério por tais brasileiros. Talvez o que lhes falte é uma análise profunda dos problemas enfrentados pelo país, para que depois sejam apresentadas propostas e ideias que realmente venham trazer soluções na prática.

Comentários
- Introdução com bom conteúdo, mas com alguns problemas relativos a normas e à organização frasal – correção abaixo.
- Para iniciar o texto, a autora fala que os candidatos a cargos públicos parecem que não estão, de fato, interessados em solucionar problemas, parecem que querem apenar dizer que têm propostas, independente de elas poderem ou não ser efetivadas.
- Atente para o bom recurso de relativização da linguagem. Em vez de dizer que os candidatos não estão interessados em cumprir promessas, ela diz que “tem-se a impressão” de que eles não estão interessados. Trata-se de um ótimo recurso para que a linguagem fique mais ponderada, menos radical.
- Em “Em uma visão panorâmica de nossos últimos candidatos a cargos públicos, como deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, etc”, a parte sublinhada poderia ter sido suprimida, pois a especificação dos cargos públicos nada acrescenta à mensagem.
- Sobre o mesmo trecho, reparem o uso da vírgula antes de “etc”. Essa questão é polêmica, pois há divergência entre autores a esse respeito. Alguns condenam o uso da vírgula, outros defendem a sua utilização. Dessa forma, fique à vontade para inseri-la ou não. Já em relação ao uso do “e” antes do “etc”, não há divergência: ele não deve ser utilizado. “Etc” é abreviatura de “et caetera”, que significa “e outras coisas”. Então, se a expressão já apresenta o “e” não há necessidade de repeti-lo. Minha orientação é sempre de cautela em relação ao uso do “etc” na redação, pois tem gente que se empolga e o utiliza o tempo todo e, na maioria das vezes, desnecessariamente. Ahh... também não use reticências após o “etc”.
- No último período da introdução, temos a frase-guia, aquela que apresenta o posicionamento da autora sobre o tema. Quando ela diz
Talvez o que lhes falte é uma análise profunda dos problemas enfrentados pelo país, para que depois sejam apresentadas propostas e ideias que realmente venham trazer soluções na prática.”, tem-se a resposta à pergunta-tema:
 o brasileiro não consegue realizar na prática boas ideias para o desenvolvimento do país porque os interessados em representar a nação não analisam os problemas com profundidade, querem apenas apresentar promessas para ganharem a eleição.
No desenvolvimento, a autora deverá comprovar essa tese.
- Em termos de conteúdo, a introdução produzida está boa. Há uma contextualização do assunto e, depois, uma frase-guia que responde à pergunta da proposta e norteará o desenvolvimento da redação. Veja agora as correções feitas em relação à forma do texto:

Em uma visão panorâmica de nossos últimos candidatos a cargos públicos, como deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, etc., tem-se a impressão de que a preocupação de muitos está mais direcionada na à apresentação de suas ideias, do que a sua real efetivação. se realmente irão ou não cumpri-las. Logo se vê que o ditado popular “A propaganda é a alma do negócio” é levado bem a sério por tais brasileiros. Talvez o que lhes falte é uma análise profunda dos problemas enfrentados pelo país, para que depois sejam apresentadas propostas e ideias que realmente venham trazer soluções na prática.

Mais comentários:
- Regência: “[...] tem-se a impressão DE que”. Quem tem impressão tem impressão DE alguma coisa.
- Acento grave: “[...]a preocupação de muitos está mais direcionada À apresentação de suas ideias [...]”. O acento grave é necessário porque houve a junção AA ( A- preposição exigida por “direcionado” + A- artigo exigido pela palavra feminina e no singular “apresentação”).  O que está direcionado está direcionado A / A apresentação.
- Sugeri a substituição de “[...]estão mais direcionados à apresentação de suas ideias do que se realmente irão ou não cumpri-las” por “[...] estão mais direcionados à apresentação de suas ideias do que a sua real efetivação”. Isso porque não cumprimos ideias, cumprimos promessas. As ideias nós colocamos em prática, as efetivamos.
É isso!

sábado, 17 de setembro de 2011

As últimas da UERJ

 A PALAVRA (Rubem Braga)

Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito - como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento - e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven - e o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro cor de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído - talvez palavras de algum poeta antigo - foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo, iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.

Em um momento tão estressante como a prova de vestibular, ler um texto desses pode fazer o candidato sorrir um pouco.
E as questões relacionadas não estavam difíceis.

Questão 10 – Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
O ofício a que Rubem Braga se refere é o seu próprio, o de escritor. Para caracterizá-lo, além do adjetivo “imprudente”, ele recorre a uma metáfora: “viver em voz alta”.
O sentido dessa metáfora, relativa ao ofício de escrever, pode ser entendido como:
(A)  Superar conceitos antigos
(B)  Prestar atenção aos leitores
(C)  Criticar prováveis interlocutores
(D)  Tornar públicos seus pensamentos
Essa estava moleza!! Se o autor é escritor, seus pensamentos se materializam na escrita, e as pessoas que o leem podem acabar, vez ou outra, sendo feridas por conta de alguma coisa que ele tenha divulgado em seus textos. Ele percebe que isso acontece quando se depara com alguns olhares atravessados no dia-a-dia. Letra D.

Questão 11Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém.
O cronista revela que sua fala ou escrita pode conter algo escrito por “algum poeta antigo”. Ao fazer essa revelação, o cronista se refere ao seguinte recurso:
(A)  Polissemia
(B)  Pressuposição
(C)  Exemplificação
(D)  Intertextualidade
Intertextualidade é quando fazemos conexões entre textos. Por exemplo, todo mundo que vê o quadro abaixo, do Botero, (aliás, vale a pena conferir toda a sua obra... ele é maravilhoso!!!) acha certa graça. E isso acontece porque a pessoa faz a conexão com o texto de Da Vinci. Isso se chama intertextualidade.

Há uma música do Chico Buarque, chamada Bom Conselho, em que também ocorrem essas pontes entre textos. Veja:
“Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir
Que a dor não passa.

Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado
Quem espera nunca alcança”.
Acho que todo mundo quando lê esse texto se lembra dos ditados populares. Isso também é intertextualidade.
Na verdade, muito do que dizemos no dia-a-dia pode estar conectado a alguma coisa que lemos ou ouvimos em algum tempo. Ó: intertextualidade.
Então, quando o cronista diz que pode ter dito palavras de algum poeta, o cronista faz referência à intertextualidade.
Pronto! Letra D.

Questão 12O episódio do canário traz uma contribuição importante para o sentido do texto, ao estabelecer uma analogia entre a palavra do escritor e a música assobiada pela amiga.
A inserção desse episódio no texto reforça a seguinte ideia:
(A)  A intolerância leva o artista ao isolamento
(B)  A arte atinge as pessoas de modo inesperado
(C)  A solidão é remediada com soluções artísticas
(D)  A profissão envolve o artista em conflitos desnecessários
Assim como o assobio da mulher, sem nenhum propósito, fez com que o canário cantasse, as palavras do escritor, também sem nenhum propósito, podem encantar ou desencantar alguém. Ou seja, a arte atinge as pessoas de modo inesperado. Letra B!
Tranquila também!

Questão 13Toda a indagação do cronista acerca da palavra se baseia na diferença entre a importância que ela pode ter, por um lado, para quem escreve e, por outro, para quem a lê.
O par de vocábulos que melhor exemplifica essa diferença no texto é:
(A)  Esqueci (l.9) – feri (l.1)
(B)  Ofício (l.3) – consolo (l.4)
(C)  Espontânea (l. 8) – secreta (l. 16)
(D)  Reconciliar (l.5) – despertar (l.18)
Para os preguiçosos, uma questão como essa pode perturbar um pouco. É preciso analisar todas as opções para identificar o par que representa a importância da palavra para quem escreve e para quem lê.
A letra A é a que faz sentido. Sabe aquela história de que quem bate esquece, mas quem apanha não? (Acabei fazendo conexão entre dois textos: intertextualidade de novo!). Pois é... o par “esquecer – ferir” acaba se relacionando a essa ideia. Às vezes o escritor diz alguma coisa que considera sem a mínima importância, uma palavra que diz distraído e depois até esquece. Já quem recebe tal palavra pode ser tocado por ela, de forma positiva ou negativa. A palavra pode fazer a pessoa se reconciliar consigo mesma ou pode ferir.
Esse é o raciocínio!! Mas para chegar a ele eu li várias vezes todas as opções apresentadas.

Questão 14Às vezes, também (l.4)
Ao estabelecer a coesão entre os dois primeiros parágrafos, a palavra “também”, nesse contexto, expressa determinado sentido.
Considerando esse sentido, “também” poderia ser substituído pela seguinte expressão:
(A)  Desse modo
(B)  Por outro lado
(C)  Por conseguinte
(D)  Por consequência
Errou essa questão quem não voltou ao texto para fazer a análise. Sem uma releitura, a tendência é marcar a letra A – desse modo -, pois é a expressão mais parecida com “também”. Acho até que essa opção não estava na letra A à toa. A emboscada serviu para os apressados.
Analisando os parágrafos: no primeiro, o tema são as pessoas que são feridas com as palavras do autor. No segundo parágrafo, por outro lado, o tema são as pessoas que acabaram se reconciliando consigo mesmas devido às palavras do autor.
O “também”, nesse caso, tem o sentido de “por outro lado”, “ao contrário”. Letra B!

Questão 15O final do texto revela uma reflexão do escritor acerca do poder da sua escrita, a partir da menção a uma princesa e a um povo.
Essa menção sugere, principalmente, que o escritor deseja que suas palavras tenham o poder de:
(A)  Desfazer as ilusões antigas
(B)  Permear as classes sociais
(C)  Ajudar as pessoas discriminadas
(D)  Abolir as hierarquias tradicionais
Essa foi a questão que mais me deu trabalho. Fiquei muito em dúvida entre as letras A e B. Explico:
Apesar de haver a referência ao sorriso da princesa deixando o povo mais feliz, o que leva à marcação da letra B (gabarito oficial), pensei em mais uma hipótese.
Eu entendo também que a princesa sorrindo, e toda a felicidade do seu povo, representam o encantamento de uma só pessoa, como se alguém passasse a ser totalmente transformado por uma palavra. Para mim, o último parágrafo pode sugerir que o escritor deseja que suas palavras tenham o poder de transformar o dia, a vida de alguém, desfazendo antigas ilusões.
Bom, o gabarito não vai mudar. Isso já foi divulgado no site. A resposta é a B: o leitor deseja permear as classes sociais com as suas palavras.
E aqui termina o momento UERJ!
Espero que os comentários tenham ajudado.
Até!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mais um pouquinho dele..

O corpo existe e pode ser pego.
É suficientemente opaco para que se possa vê-lo.
Se ficar olhando anos você pode ver crescer o cabelo.
O corpo existe porque foi feito.
Por isso tem um buraco no meio.
O corpo existe, dado que exala cheiro.
E em cada extremidade existe um dedo.
O corpo se cortado espirra um líquido vermelho.
O corpo tem alguém como recheio.

Arnaldo Antunes