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terça-feira, 21 de julho de 2015

Redação pronta - A importância do lazer para a vida profissional


Oi, gente! Tudo bem?!

Fiz uma redação sobre o tema “A importância do lazer para a vida profissional”, citado na última postagem, em que falei sobre redações para processos seletivos.  Exponho aqui o texto e aproveito para fazer algumas observações sobre o processo de produção.

Sobre a Introdução
Uma das maiores dificuldades das pessoas na produção textual é a primeira linha. Certa vez um aluno me pediu para dizer a ele uma frase inicial para o seu texto, pois ele já tinha feito o roteiro, já sabia o que ia defender, já sabia a sua tese, mas não conseguir escrever a primeira linha. Eu não o ajudei com uma frase pronta, mas avisei que iríamos estudar, mais a frente, algumas técnicas para iniciar a introdução.  A propósito, há técnicas bem legais para começar o texto. Pesquisem sobre isso!!

Na redação que exponho a seguir, eu usei como técnica a Conceituação, que consiste em apresentar um termo e defini-lo. Essa definição é apenas um ponto de partida para que eu consiga desenvolver a minha linha de raciocínio. Não é sempre que consigo usar essa técnica, mas vale tentar, pois é bem raro ver alguém começando o texto dessa forma. E iniciar de forma diferente é ótimo para que sua redação se diferencie das demais.

Falei sobre outra técnica para começar a introdução em um vídeo que postei aqui no blog. Na verdade, eu não gosto de mim nesse vídeo, mas o conteúdo é bom. Para acessá-lo, vá à aba “Vídeos”, na parte superior da página.

Sobre o tema
A interpretação do tema é o ponto mais importante da produção de texto. Em provas de concursos, grande parte dos candidatos perde ponto por fuga parcial, que significa que apenas um dos aspectos da proposta foi desenvolvido. No tema “A importância do lazer para a vida profissional”, se você falar apenas sobre o trabalho, ou apenas sobre o lazer, ou falar sobre ambos sem abordar a importância do lazer para o trabalho, você estará fugindo parcialmente do tema. Para esse tema, é necessário relacionar trabalho e lazer de forma que se explicite a importância deste para aquele.  

Dessa forma, a minha ideia central ao refletir sobre o tema foi: o lazer é importante para a saúde e, com saúde (mental e física), se é mais produtivo no trabalho. Eu cheguei a essa tese após fazer um roteiro. Não deixem nunca de fazer um roteiro!!

Falei sobre roteiro AQUI.

Para a postagem não ficar muito grande, fico apenas nesses dois pontos de observação. Se quiserem que eu comente sobre outros aspectos do texto, deixem comentários que eu respondo.

Agora um convite: se você está buscando se aperfeiçoar na produção textual argumentativa, escreva uma redação para o tema e poste-a nos comentários. Farei uma breve correção dos primeiros textos postados. Depois, deixo com vocês. Ajudem-se!

Segue a redação.

Equilíbrio como profilaxia
Workaholic é um termo em inglês utilizado para definir o indivíduo que trabalha demasiadamente. Trata-se de uma característica que já foi muito valorizada no ambiente profissional, mas que é hoje considerada uma espécie de patologia. Amar o trabalho e se dedicar a ele não é um problema, desde que outros setores da vida também estejam sendo valorizados. Aliar o lazer à vida profissional é indispensável para a saúde física, mental e também para um melhor desempenho nas próprias atividades laborais.

A presença da tecnologia nas instituições tem sido indispensável para agilizar processos, o que deveria ter como consequência mais tempo livre aos profissionais, no entanto, o que se percebe, ao contrário, é que as pessoas têm trabalhado mais justamente pela facilidade que a tecnologia proporciona. Com a internet cada vez mais potente, pode-se, por exemplo, responder a e-mails durante um engarrafamento, alimentar planilhas online durante o final de semana, participar de reuniões nas férias etc. Essa facilidade de trabalhar de qualquer lugar pode ser analisado como uma possível causa de as pessoas se esquecerem de outras áreas de suas vidas. Quando o trabalho se torna a principal razão de se viver, o indivíduo tende a se tornar cronicamente estressado e a ter dificuldade para trabalhar em grupo. As revistas Exame e Galileu já abordaram essa temática em algumas de suas matérias e são vários os especialistas da área de saúde citados confirmando os efeitos nocivos do excesso de trabalho para a saúde.

Muitas empresas já perceberam que um profissional que cuida da sua vida pessoal pode ser mais produtivo, por isso, investem no lazer dos seus colaboradores. Algumas instituições, por exemplo, premiam seus funcionários com viagens, oferecem espaços de relaxamento em suas dependências dentre outras ações nesse âmbito. Essa preocupação com o bem-estar do trabalhador é uma comprovação de que algumas companhias já identificaram que o valor investido nessas ações retornará à empresa em forma de produtividade.  Não são todas as empresas que atuam por meio dessa concepção, por isso, é responsabilidade do profissional estar atento para o equilíbrio em sua vida.

Percebe-se, dessa forma, que o lazer tem importância significativa para saúde e para a produtividade, inclusive em termos profissionais. Não se pode negar que o trabalho é uma área que ocupa parte relevante da vida, mas se outros setores forem descuidados, não se consegue bem-estar – nem no trabalho nem fora dele. Em tempos tão acelerados, a busca por equilíbrio é a mais eficiente profilaxia.

Gostou? Não gostou?
Vou gostar de saber se essa postagem o ajudou.

Um abraço.

Lygia

sábado, 18 de julho de 2015

Como e o que escrever em uma redação para processos seletivos?


Como sabemos, na maioria dos processos seletivos, uma das etapas de avaliação é a produção textual. Nada mais justo, uma vez que é por meio da escrita que os avaliadores conseguirão identificar se o candidato ao cargo conhece as normais gramaticais, domina a ortografia e consegue se expressar de forma clara.

Há empresas que fazem até ditados para saber como é a escrita dos candidatos. Eu não acho isso muito válido, pois esse tipo de teste só demonstra o conhecimento da pessoa em ortografia, e dominar a ortografia não tem nada a ver com escrever bem.

Já participei como avaliadora de redações em alguns processos seletivos de grandes empresas e nunca achei a ortografia o principal problema. Os candidatos reprovados, em geral, são aqueles que não produzem textos fluidos. Sabe aquele texto que a gente tem que ler mais de uma vez para compreender? Então... Esses sim são textos ruins.

As redações de processos seletivos, na maior parte das vezes, têm as seguintes abordagens:

1.Produção de apresentação – o famoso tema “Quem sou eu?”.

Muitos alunos que estão estudando para concursos e vestibulares têm dúvidas sobre a pessoalidade nesse tipo de produção. As pessoas aprendem que as dissertações devem ser escritas em terceira pessoa e acham que devem fazer o mesmo ao falar de si. Não! Se você precisa se apresentar, falar da sua experiência, dos seus planos, deve usar o EU, sem problema nenhum.
Em redações desse tipo, você pode falar sobre a sua experiência profissional, sobre o motivo de você querer trabalhar na empresa, explicar de que forma você acha que contribuiria com a instituição etc. Questões pessoais também podem ser expostas, desde que não seja o foco da produção. Coloco, ao final, um exemplo de uma redação desse tipo.

2. Produção dissertativa-argumentativa sobre temas gerais.

Considerando a minha experiência nos processos de seleção, percebo que as empresas gostam de propor temas que relacionem trabalho e vida pessoal. Por exemplo: “Produza uma dissertação em que você explicite a importância do lazer para a vida profissional”. Ou “Fazer o que gosta ou gostar do que faz? O que é mais importante?” e por aí vai.

Para esse tipo de tema, deve-se seguir a estrutura que já conhecemos, com 
Introdução, Desenvolvimento, Conclusão, apresentação da tese e argumentos.

Apresento, a seguir, uma redação baseada na abordagem 1 – Redação “Quem sou eu”. Todos os dados são inventados e servem apenas para que vocês tenham uma ideia de como construir o texto.

Ao ler a redação, vocês vão perceber que eu selecionei três tipos de informações: formação, experiência e interesse pela vaga. Fiquem atentos à estrutura do texto. Na Introdução, após breve apresentação, eu falei sobre esses três aspectos de maneira generalizada. No segundo parágrafo eu abordei a formação de maneira mais detalhada, no terceiro, falei sobre a minha experiência e, no último, expliquei por que sou uma boa candidata ao cargo oferecido pela empresa.

Vejam, então, que, apesar de não se tratar de uma redação voltada para concursos públicos ou vestibulares, a organização do texto foi bem parecida com o que fazemos nesses exames.

Considero essa organização muito importante, pois o avaliador, além de entender quem é você profissionalmente, verá que você consegue construir um texto de apresentação de maneira fluida e estruturada. Um candidato à vaga que seja até bem mais qualificado do que você pode, facilmente, não conseguir a vaga se construir uma redação difícil de entender. Já vi isso acontecendo algumas vezes.

Vamos ao texto! Espero que ajude...

Chamo-me Martha de Araújo Santana, tenho 30 anos e atuo na área de Administração há cinco anos.  Tanto a minha formação quanto as instituições e as pessoas com as quais pude trabalhar até o momento tiveram importância significativa para que eu me tornasse a profissional que sou hoje, com bom conhecimento teórico e bastante vivência administrativa. Atuar no setor de treinamento da empresa JWI Brasil constitui um passo importante em minha carreira, pois, além do aprendizado inerente à função, poderei oferecer ao time a minha experiência e contribuir com o sucesso do grupo.

Sou graduada em Administração de empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso em 2000. Neste mesmo ano, iniciei o MBA em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas. Cursar o MBA no mesmo momento em que iniciava minha atuação na área foi importante, pois pude desenvolver toda a teoria que estava estudando de forma prática na instituição da qual fazia parte. Desde o período da graduação, também tive a oportunidade de fazer alguns cursos importantes para o meu desenvolvimento profissional na área administrativa, como Inglês para negócios, gestão de pessoas entre outros.

Trabalhei por dois anos no setor de Recursos Humanos de uma empresa de turismo que, apesar de ser de pequeno porte, me possibilitou o primeiro contato com a área de treinamento. Fiquei responsável por desenvolver, junto à equipe já existente, um curso de reciclagem para os antigos colaboradores. Atuar com profissionais tão competentes me fez aprender muito e despertou ainda mais meu interesse pela área. Em seguida, passei por mais duas organizações, onde pude trabalhar tanto com gestão de pessoas quanto na área de treinamento e desenvolvimento, em alguns dos projetos dessas empresas.

A oportunidade de atuar na empresa JWI Brasil vai ao encontro do que vivi até hoje, uma vez que, tendo um setor de treinamento bem estruturado, poderei executar as atividades inerentes à função de maneira consistente. Considero o meu perfil adequado à empresa e à função, pois gosto de trabalhar com pessoas e possuo vivência diversificada em treinamentos. Unir o meu conhecimento na área administrativa à experiência que tenho com Treinamento e Desenvolvimento é o que busco para a minha vida profissional.

E aí? Gostaram da redação “Quem sou eu”? Se já fizeram alguma desse tipo, escrevam aqui nos comentários quais foram as suas dificuldades.

Um abraço.

Lygia 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Redação pronta – As legalidades e ilegalidades na era digital para os policiais militares


Olá, pessoal!

Tendo em vista o concurso para a PMMG, que ocorrerá no próximo mês, apresento nesta postagem uma redação sobre um tema similar ao cobrado na prova para o curso de formação de oficiais de 2015.

Mas por que “similar”, Lygia?

O tema cobrado foi “As legalidades e ilegalidades da era digital para os policiais militares”, mas a redação que produzi foi para o tema “As legalidades e ilegalidades na era digital para os policiais militares”.

Não. As duas propostas não são iguais. A troca da preposição DE para a preposição EM faz toda a diferença para a produção do texto.

Eu não poderia escrever sobre as legalidades e ilegalidades DA era digital se eu não as conheço, compreendem?! Vocês, que estão estudando Direito para fazer a prova, devem saber falar bem sobre o assunto. Eu não tenho ideia do que se trata. Por isso, tive que adaptar a proposta.

De qualquer maneira, acredito que a redação que exponho a seguir poderá ajudá-los neste momento de estudos, fazendo-os analisar como foi produzida a Introdução, como os parágrafos de Desenvolvimento se relacionam com esse primeiro parágrafo e com o último, e dando-lhes ideias acerca de assuntos que podem estar na prova que farão em breve.

Se você tiver feito essa prova, escreva nos comentários, contando-nos como se saiu, sobre o que escreveu etc. Se você não fez redação para esse tema ainda, tente escrever uma e compartilhe conosco!

O espaço para comentários pode ser um local de interessante para ajuda mútua. Sintam-se à vontade.

Na próxima postagem, farei alguns comentários sobre as orientações da Banca sobre a redação.

Um grande abraço e bons estudos!

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     Se, para o cidadão comum, a vida em tempos de internet tem proporcionado certa liberdade, por viabilizar voz a todos os indivíduos, para alguns profissionais, como os policiais militares, a cautela neste cenário é essencial. Com a rapidez com que se disseminam – e se ampliam – as informações na chamada Era Digital, o policial precisa pensar sobre a legalidade de seus atos na Web e ter bastante atenção ao seu comportamento em qualquer situação de sua vida, já que o dano a sua imagem pode tomar grandes proporções, implicando prejuízos também à imagem da corporação.

  O primeiro aspecto a ser considerado refere-se ao comportamento nas redes sociais. Compartilhar opiniões e fotos, inclusive relacionadas ao ambiente profissional, são ações comuns no mundo virtual, mas, para o policial militar, essa espontaneidade pode ser prejudicial. Escândalos envolvendo policiais já ocorreram devido ao acesso da mídia a postagens inadequadas feitas por alguns profissionais. Agir com discrição é uma das obrigações do policial, de acordo com o seu código de ética. Expor-se em demasia é, portanto, inadequado e arriscado para a sua imagem.

   Faz-se necessário considerar, também, que até em sua vida pessoal o comportamento do policial precisa ser cuidado, uma vez que, na Era Digital, qualquer indivíduo com celular pode filmar ocorrências e divulgá-las na internet. A população não atenuará ações inadequadas, ainda que de baixa gravidade, realizadas por um policial por ele não estar em serviço, pois a sua postura precisa ser exemplar sempre para inspirar confiança à sociedade.

   Percebe-se, dessa forma, que, na Era Digital, a imagem de um policial pode ser facilmente prejudicada se este não estiver atento à legalidade de seus atos em todas as esferas da sua vida. Até mesmo ações tidas como de baixa gravidade, segundo as normas institucionais da Polícia Militar, praticadas por esses profissionais, podem repercutir de maneira muito negativa pela sociedade por meio da internet. Conhecer o código de ética e agir conforme os seus direcionamentos é o que garantirá a esse profissional uma imagem honrosa tanto de si quanto da corporação como um todo. 

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Quer ver mais uma redação para concursos anteriores da PMMG? Clique AQUI!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Solicitação de recurso - Redação

Olá!

Na redação sobre plágio que apresentei na última postagem, minha nota foi 8,0.

Considerei inadequada a pontuação e entrei com um recurso. Veja:

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De acordo com o item 7.3 a, a redação seria avaliada segundo os aspectos formais, textuais e discursivos.

Aspectos formais
- A redação enviada não apresenta desvios gramaticais ou ortográficos e a linguagem utilizada obedece ao registro formal de comunicação. Não identifico, portanto, possibilidade de desconto de pontos no quesito “aspectos formais”.

Aspectos textuais
- De acordo com o tema, a redação deveria explicar o que é o plágio e soluções para evitá-lo na Educação a Distância. Foi dito no decorrer do texto que o plágio é a apropriação de conteúdo alheio. Além disso, foram apresentadas duas propostas de solução para o problema:

 1) criação de disciplinas ou maior oferta de debates  sobre o tema nas instituições.
 2) investimento maior em tecnologia nas instituições para identificação de plágio.

Com base nos aspectos apresentados, não se pode dizer que houve na produção textual fuga ao tema proposto. 

Em relação à estrutura dos parágrafos, também não houve inadequação, uma vez que são proporcionais em tamanho e foram utilizados de forma a obedecerem ao formato próprio do gênero dissertativo (introdução, desenvolvimento e conclusão).
Com base em tais dados, a nota atribuída ao texto no quesito “aspectos textuais” também precisa ser revista.

Aspectos discursivos
- Em relação aos aspectos discursivos, da mesma forma, não identifico inadequações, uma vez que os conectivos foram corretamente empregados, os parágrafos se mostraram encadeados e a argumentação foi apresentada de maneira clara, sem repetições de palavras ou expressões.  Tais características conferiram fluidez ao texto. A nota atribuída à redação no quesito “aspectos discursivos” também precisa, pois, ser revista.

Considerando os aspectos detalhados, solicito que seja revista a nota final da redação.

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Após recurso, a minha nota foi alterada para 9,0. No entanto, atente para o comentário que recebi da Banca avaliadora:

Resposta ao Recurso: “Alterar a nota. Bom texto mais há argumentos que necessitariam de melhor desenvolvimento,”

Se a pessoa que escreveu a resposta ao meu recurso foi a mesma que analisou a redação, a situação é bem complicada, uma vez que o “mas” foi trocado por “mais”, não houve vírgula após a palavra “texto” e o parecer foi finalizado com vírgula em vez de ponto.

E a gente vai levando...

Até mais!



domingo, 25 de agosto de 2013

Redação pronta sobre plágio

Segue a redação que fiz para o tema:

Plágio: o que é e como evitá-lo na Educação a Distância.

Na próxima postagem, falarei sobre como foi a avaliação da banca.

    
Inspiração sem transcrição
            
    A facilidade de acesso à informação, proporcionada pela tecnologia, apesar de ser benéfica no processo de ensino-aprendizagem, tem também posto em pauta uma preocupação entre os educadores: o plágio. Na modalidade de ensino a distância, em que o aluno, na maior parte das vezes, realiza as suas atividades longe da presença de professores, a apropriação de conteúdos tende a ser facilitada. Refletir sobre o assunto é o caminho para que se pense em estratégias para solucionar o problema.
            
      Antes de tudo, é preciso que os cursos a distância passem a tratar o tema plágio de maneira mais aberta com os alunos. A criação de uma disciplina específica, ou mesmo a oferta de debates estruturados sobre o tema,  pode trazer bons resultados, uma vez que, por meio de ações como essas, os estudantes poderão perceber, de maneira mais aprofundada,  o quão prejudiciais são as ações de plágio.
    
        Em paralelo a esse trabalho junto ao aluno, é importante que as instituições educacionais tenham acesso a programas tecnológicos de identificação de plágio.  Há situações em que os professores/tutores, devido ao excesso de trabalho, não têm disponibilidade suficiente para analisar a ocorrência de plágio em cada trabalho que recebem. O que se faz comumente é copiar trechos do texto do aluno e pesquisá-los em sites de busca, porém, trata-se de um processo bastante demorado.  Equipar as instituições com  programas que façam esse trabalho seria, pois, um grande auxílio para os profissionais.


           É notório, portanto, que o tema plágio precisa ser discutido entre os profissionais de educação a distância para que haja avanços. A utilização de conteúdo alheio sem a devida identificação constitui crime, mas nem todos os estudantes têm consciência da complexidade de tal prática. Alunos e instituições precisam discutir o assunto a fim de que o ato de pesquisar gere inspiração... em vez de fraude.


domingo, 5 de maio de 2013

Redação pronta ANS – Censura na internet


Apresento nesta postagem uma redação pronta para um tema que caiu na prova da ANS.

Proposta com o texto de apoio aqui.

Tema: Deve haver ou não censura na internet?

Comentários gerais

A primeira coisa que o autor precisa fazer é se posicionar sobre o tema, ou seja, deve deixar claro, logo na introdução, se deve ou não haver censura na internet.
No desenvolvimento, o candidato deverá usar argumentos para comprovar a sua opinião.


Redação


Vencendo o canhão

Nos regimes autoritários, os cidadãos possuem sua liberdade cerceada, ficando a cargo do governo a decisão sobre o que deve ou não ser de conhecimento da sociedade. Apesar de se tratar de uma realidade distante para os países que hoje vivem no regime democrático, hora ou outra o tema “censura” volta a ser discutido. No momento, por conta dos crimes que acontecem no meio virtual, há quem ache necessário a censura na Web. No entanto, a internet é um local de liberdade e a censura não é a solução para os problemas da rede.

Primeiramente, é necessário que se entenda que os crimes virtuais devem ser solucionados com legislação adequada e não com censura. A internet é um instrumento poderoso, que pode sim ser usado para práticas ilegais, como invasão de privacidade e exposição de pessoas. No entanto, indivíduos que procedem de forma criminosa devem ser identificados, julgados e punidos. Valer-se de tais situações para defender a censura é imprudente.

Além disso, em um regime democrático, é inconcebível a ideia de restrição à informação, o que pode acontecer se for adotada a censura na internet. Na China, as pesquisas no site de busca Google eram censuradas para que a população não tivesse acesso a informações consideradas “perigosas” pelo governo. Quando se faziam buscas com o nome do ex-presidente chinês, por exemplo, o sistema ficava fora do ar. Esse é claramente um exemplo a não ser seguido.

É nítido, portanto, que a censura na internet é inadequada e não soluciona os problemas atuais. Com organização e inteligência, pode-se atuar de maneira eficiente e sem retrocesso. Afinal, censura é uma forma de retorno à ditadura. Que as flores continuem vencendo o canhão.




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Analisando uma introdução


Na redação, o parágrafo introdutório é o momento em que o autor deve deixar claro que abordagem dará ao tema.

Apresento a seguir uma introdução e proponho que vocês tentem identificar qual será o teor da redação, o que o autor dirá no desenvolvimento.

Escrevam a suas percepções nos comentários. Em breve, atualizarei este post com os meus comentários.


Segue o texto:

A discussão crescente em torno de medidas assistencialistas para a resolução de graves problemas sociais, como fome e miséria, é necessária para que todo o corpo social se atenha a essa conjuntura. A reflexão sobre os melhores caminhos para sanar tais mazelas, que assolam milhares de brasileiros, possibilita a construção de um país mais justo.

Até mais.

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Atualização:

E aí, pessoal! O que acharam da introdução?
Pode-se perceber por esse parágrafo inicial que o autor apresentará medidas para solucionar ou minimizar problemas sociais.

Tal posicionamento fica claro no último período, que constitui a tese.

Temos, portanto, uma introdução adequada, com apresentação clara da abordagem do autor sobre o tema.

Por hoje é isso.

Bons estudos!


segunda-feira, 25 de março de 2013

Comentários e técnica de redação – Intolerância e radicalismo


Olá!
Seguem os comentários sobre a redação publicada na última postagem.

O aspecto que quero ressaltar é a técnica utilizada para elaboração do texto. A redação foi produzida com base em uma tese explícita, formato que, em minha opinião, tende a deixar o texto mais nitidamente organizado. Para quem está começando a estudar redação, conhecer essa técnica é muito importante.

O que seria uma tese explícita?
Primeiramente, é importante explicar o que é uma tese, ou uma frase-guia, como alguns autores chamam. Trata-se de uma frase sintética em que se apresenta o ponto de vista do autor da redação. Essa frase-guia deve ser apresentada no parágrafo de introdução a fim de que o leitor entenda, desde o início, o que será defendido durante o texto.

A tese explícita é aquela em que o autor apresenta o seu posicionamento sobre o tema e já cita, de maneira breve, que argumentos serão utilizados nos parágrafos de desenvolvimento.

Vejamos a introdução da Franciana novamente:
“O panorama atual é marcado pelas crescentes ondas de radicalismo e intolerância entre os povos. As causas geradoras dessa conjuntura no iniciante século se relacionam ao unilateralismo político de uma só potência, à movimentos terroristas e a guerras por interesses econômicos. Tratar dessas questões é fundamental para a convivência pacífica entre os seres”.

O trecho em vermelho é a tese. Nesse momento, a autora cita os três argumentos que apresentará nos parágrafos seguintes para falar sobre as causas do problema: 1) o unilateralismo político, 2) os movimentos terroristas, 3) as guerras por interesses econômicos.
No desenvolvimento, foram produzidos três parágrafos, um para cada argumento apresentado. Essa organização favoreceu bastante o entendimento do texto.

É claro que a tese explícita não é a única técnica para fazer redações, mas eu a considero a mais adequada em algumas provas, como as de concursos públicos, por exemplo.

Sobre a questão gramatical, houve um desvio em relação à crase. Veja:

Forma correta (sem crase)“As causas geradora se relacionam a movimentos terroristas”.
- O verbo “relacionar-se” exige preposição A – relacionar-se A alguma coisa.
- A palavra “movimentos” é masculina e está no plural, o que indica que os únicos artigos que podem ser utilizados com ela são “uns” e “os”. Os artigos “a” e “as” não acompanham o vocábulo.
- Dessa forma, não ocorreu a junção AA. Houve apenas o “a” preposição, exigido pelo verbo.

Se quiserem mais informações sobre crase, falei a respeito neste post aqui.

Por hoje é isso!
Até a próxima.


domingo, 24 de março de 2013

Redação pronta – Tema: Radicalismo e intolerância



Nesta postagem, apresentarei a redação de Franciana Rosa, uma amiga querida e excelente profissional da área de Farmácia.

Ao fazer uma arrumação em seu escritório, Franciana encontrou algumas redações que fez para concursos/vestibulares e as enviou para mim como contribuição para o blog. Obrigada, Fran!

O texto que publico hoje foi escrito por ela em 2004, mas é bastante atual. 

Neste post, apresento apenas a redação na íntegra. Na próxima postagem, tecerei comentários a respeito do texto.

Avaliem a produção e apresentem suas impressões nos comentários. Para quem está estudando redação, analisar textos é muito importante. Trata-se de uma prática essencial para aperfeiçoamento da escrita.


Segue a redação.

Tema: Radicalismo e intolerância

            O panorama atual é marcado pelas crescentes ondas de radicalismo e intolerância entre os povos. As causas geradoras dessa conjuntura no iniciante século se relacionam ao unilateralismo político de uma só potência, à movimentos terroristas e a guerras por interesses econômicos. Tratar dessas questões é fundamental para a convivência pacífica entre os seres.

            A consolidação do poder econômico e político da Nação Norte Americana nos pós Guerra-Fria condicionou em várias regiões do planeta movimentos de caráter extremista. Bem como a padronização de hábitos e cultura contribui incessantemente para alimentar as lutas por defesa da nacionalidade própria de cada povo.

            Em uma segunda análise, percebe-se que os crescentes atos de terrorismo representam para o segmento que os praticam uma forma de demonstrar sua insatisfação perante as problemáticas vividas. Ao longo da última década, o fundamentalismo extremista vitimou milhares de inocentes em lutas territoriais como se vê na questão em torno da criação do Estado da Palestina.

            Por último, não se pode deixar de ressaltar que os radicalismos são frutos de ações gananciosas que promovem guerras. Tais guerras, por vezes, são deflagradas para movimentar a economia de um dado país porque dessa forma suas indústrias bélicas aumentam sua lucratividade. Porém, o preço desse lucro é pago com o sangue de milhares de civis.

            Sob a ótica apresentada, verifica-se o quanto complexo se torna o relacionamento entre os povos. A crescente intolerância pode levar a sociedade a um panorama caótico de incertezas e medo. Somente o combate às causas que geram os radicalismos pode propiciar a construção de um mundo melhor.

Até a próxima.
Bons estudos!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Roteiro de redação – Impunidade e práticas criminosas no Brasil


Olá!
Nesta postagem, apresento como eu faria a redação sobre o tema Impunidade e práticas criminosas no Brasil, divulgado no último post.

Na próxima publicação, falarei sobre alguns aspectos importantes que foram levados em consideração na hora da produção do texto. Por ora, somente o projeto de redação.

Atualização do post: fiz comentários a respeito dos textos que vocês postaram nos comentários. 

Até mais!

Ponto de vista a ser defendido: A impunidade estimula a prática criminosa e é prejudicial para o Brasil.
Obs: Essa não seria a introdução completa, apenas a tese.

Parágrafo de desenvolvimento 1: Primeiramente, é importante observar que, além de servir como intervenção de um indivíduo que age em desacordo com a lei, a punição constitui também medida exemplar, pois mostra à sociedade que atos ilegais geram consequências negativas. No entanto, uma vez que, no Brasil, a sociedade percebe frequentes casos de impunidade, extingue-se o caráter exemplar da punição, fazendo com que os indivíduos percam o medo de cometer delitos. É nítido, portanto, que a falta de “castigo”  é um dos aspectos responsáveis pela criminalidade no Brasil.

Parágrafo de desenvolvimento 2: Outra questão importante a ser analisada é que a punição preserva a sociedade. Se pessoas que cometem crimes não são advertidas de forma adequada, as mesmas podem vir a ser reincidentes em práticas criminosas. No Brasil, é frequente na mídia a divulgação de crimes que foram cometidos por pessoas que deveriam estar presas, por exemplo. A impunidade se mostra, sob esse aspecto, muito perigosa para qualquer comunidade.

Conclusão: Torna-se evidente, portanto, o quanto a impunidade é nociva para o Brasil. Leis precisam ser modificadas e as já existentes devem ser tratadas com mais rigor. Somente assim a ideia de que “o crime não compensa” será incorporado, de fato,  à cultura brasileira. 


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Redação pronta - Descanso do cavalo branco

Olá!

Quando falei com meus alunos do pré-vestibular sobre linguagem artística na redação, citei o texto que transcrevo abaixo. Na ocasião, lemos apenas a introdução e a conclusão. Agora, apresento aqui o texto na íntegra.

No momento, não analisarei a produção. Deixo-a apenas para análise de vocês. Em próxima postagem, farei os devidos comentários.

A redação foi feita para a proposta da UFBA e o tema foi o seguinte:

       Por que o homem contemporâneo tem dificuldade de viver um grande amor?

É isso!

Divirtam-se e comentem!

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           Descanso do cavalo branco

                 Quando o tema é o grande amor, pensa-se logo em algo inalcançável, em uma relação desejada por todos os homens, mas que mais se enquadra em um conto de fadas com personagens medievais do que na realidade do homem contemporâneo. Com isso, podemos dizer que a dificuldade em atingir essa idealização está intimamente ligada à distância comportamental entre essas duas eras.
              O primeiro dos fatores que distanciam o homem contemporâneo do medieval é a sua ansiedade. Se, para muitos, a rotina do príncipe montado no cavalo branco é algo bucólico, sereno, hoje, o homem não pára, está em constante correria para acompanhar todas as mudanças do seu mundo, E é nesse contexto que nasce nele a sensação da redução do tempo de que dispõe para se dedicar ao seu descanso, ao seu prazer. Justamente por causa dessa sensação, o homem contemporâneo vem se tornando cada vez mais hedonista, o que contrasta com a paciência de um cavaleiro que aguarda o tempo que for e suporta qualquer provação até alcançar seu final feliz ao lado da donzela, nem que seja só por alguns instantes.
              Além disso, contrapõem-se os atuais individualismo e racionalismo com os ideais românticos de afeto e abnegação. Como esperar de um homem que não consegue sair do centro de seu próprio mundo uma demonstração da importância do outro em sua vida? Como esperar que esse homem de atitudes calculadas abra mão de estabilidade para levar uma vida cheia de surpresas, com a única certeza de não estar sozinho ? O príncipe medieval sempre termina seus contos sem exatidão do futuro e depois de declarar todo seu amor.
             Contudo, a mais contrastante barreira entre essas duas "realidades" é a crise de valores vivida pelo homem que banalizou a liberdade. Pode-se até conceber que na Era Medieval faltasse liberdade, mas em circunstância alguma cogitava-se colocar em risco os valores da fidelidade, do respeito e da admiração entre um casal. A vulgarização da sexualidade desmistificou o desejo entre os amantes e, nesse cenário libertino, perdeu-se o encanto por uma novidade que já não tem mais sua surpresa.
              Dessa forma, fica fácil entender a utopia que se tornou o grande amor. Não se podem esperar moldes divinos em uma sociedade que buscou a mudança para a chamada "modernidade". E caso se queira facilitar a experiência de viver tão grandioso sentimento, armadura e cavalo branco aguardam adormecidos.

          Imagem retirada do site http://poetagerson.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.html