terça-feira, 21 de julho de 2015

Redação pronta - A importância do lazer para a vida profissional


Oi, gente! Tudo bem?!

Fiz uma redação sobre o tema “A importância do lazer para a vida profissional”, citado na última postagem, em que falei sobre redações para processos seletivos.  Exponho aqui o texto e aproveito para fazer algumas observações sobre o processo de produção.

Sobre a Introdução
Uma das maiores dificuldades das pessoas na produção textual é a primeira linha. Certa vez um aluno me pediu para dizer a ele uma frase inicial para o seu texto, pois ele já tinha feito o roteiro, já sabia o que ia defender, já sabia a sua tese, mas não conseguir escrever a primeira linha. Eu não o ajudei com uma frase pronta, mas avisei que iríamos estudar, mais a frente, algumas técnicas para iniciar a introdução.  A propósito, há técnicas bem legais para começar o texto. Pesquisem sobre isso!!

Na redação que exponho a seguir, eu usei como técnica a Conceituação, que consiste em apresentar um termo e defini-lo. Essa definição é apenas um ponto de partida para que eu consiga desenvolver a minha linha de raciocínio. Não é sempre que consigo usar essa técnica, mas vale tentar, pois é bem raro ver alguém começando o texto dessa forma. E iniciar de forma diferente é ótimo para que sua redação se diferencie das demais.

Falei sobre outra técnica para começar a introdução em um vídeo que postei aqui no blog. Na verdade, eu não gosto de mim nesse vídeo, mas o conteúdo é bom. Para acessá-lo, vá à aba “Vídeos”, na parte superior da página.

Sobre o tema
A interpretação do tema é o ponto mais importante da produção de texto. Em provas de concursos, grande parte dos candidatos perde ponto por fuga parcial, que significa que apenas um dos aspectos da proposta foi desenvolvido. No tema “A importância do lazer para a vida profissional”, se você falar apenas sobre o trabalho, ou apenas sobre o lazer, ou falar sobre ambos sem abordar a importância do lazer para o trabalho, você estará fugindo parcialmente do tema. Para esse tema, é necessário relacionar trabalho e lazer de forma que se explicite a importância deste para aquele.  

Dessa forma, a minha ideia central ao refletir sobre o tema foi: o lazer é importante para a saúde e, com saúde (mental e física), se é mais produtivo no trabalho. Eu cheguei a essa tese após fazer um roteiro. Não deixem nunca de fazer um roteiro!!

Falei sobre roteiro AQUI.

Para a postagem não ficar muito grande, fico apenas nesses dois pontos de observação. Se quiserem que eu comente sobre outros aspectos do texto, deixem comentários que eu respondo.

Agora um convite: se você está buscando se aperfeiçoar na produção textual argumentativa, escreva uma redação para o tema e poste-a nos comentários. Farei uma breve correção dos primeiros textos postados. Depois, deixo com vocês. Ajudem-se!

Segue a redação.

Equilíbrio como profilaxia
Workaholic é um termo em inglês utilizado para definir o indivíduo que trabalha demasiadamente. Trata-se de uma característica que já foi muito valorizada no ambiente profissional, mas que é hoje considerada uma espécie de patologia. Amar o trabalho e se dedicar a ele não é um problema, desde que outros setores da vida também estejam sendo valorizados. Aliar o lazer à vida profissional é indispensável para a saúde física, mental e também para um melhor desempenho nas próprias atividades laborais.

A presença da tecnologia nas instituições tem sido indispensável para agilizar processos, o que deveria ter como consequência mais tempo livre aos profissionais, no entanto, o que se percebe, ao contrário, é que as pessoas têm trabalhado mais justamente pela facilidade que a tecnologia proporciona. Com a internet cada vez mais potente, pode-se, por exemplo, responder a e-mails durante um engarrafamento, alimentar planilhas online durante o final de semana, participar de reuniões nas férias etc. Essa facilidade de trabalhar de qualquer lugar pode ser analisado como uma possível causa de as pessoas se esquecerem de outras áreas de suas vidas. Quando o trabalho se torna a principal razão de se viver, o indivíduo tende a se tornar cronicamente estressado e a ter dificuldade para trabalhar em grupo. As revistas Exame e Galileu já abordaram essa temática em algumas de suas matérias e são vários os especialistas da área de saúde citados confirmando os efeitos nocivos do excesso de trabalho para a saúde.

Muitas empresas já perceberam que um profissional que cuida da sua vida pessoal pode ser mais produtivo, por isso, investem no lazer dos seus colaboradores. Algumas instituições, por exemplo, premiam seus funcionários com viagens, oferecem espaços de relaxamento em suas dependências dentre outras ações nesse âmbito. Essa preocupação com o bem-estar do trabalhador é uma comprovação de que algumas companhias já identificaram que o valor investido nessas ações retornará à empresa em forma de produtividade.  Não são todas as empresas que atuam por meio dessa concepção, por isso, é responsabilidade do profissional estar atento para o equilíbrio em sua vida.

Percebe-se, dessa forma, que o lazer tem importância significativa para saúde e para a produtividade, inclusive em termos profissionais. Não se pode negar que o trabalho é uma área que ocupa parte relevante da vida, mas se outros setores forem descuidados, não se consegue bem-estar – nem no trabalho nem fora dele. Em tempos tão acelerados, a busca por equilíbrio é a mais eficiente profilaxia.

Gostou? Não gostou?
Vou gostar de saber se essa postagem o ajudou.

Um abraço.

Lygia

sábado, 18 de julho de 2015

Como e o que escrever em uma redação para processos seletivos?


Como sabemos, na maioria dos processos seletivos, uma das etapas de avaliação é a produção textual. Nada mais justo, uma vez que é por meio da escrita que os avaliadores conseguirão identificar se o candidato ao cargo conhece as normais gramaticais, domina a ortografia e consegue se expressar de forma clara.

Há empresas que fazem até ditados para saber como é a escrita dos candidatos. Eu não acho isso muito válido, pois esse tipo de teste só demonstra o conhecimento da pessoa em ortografia, e dominar a ortografia não tem nada a ver com escrever bem.

Já participei como avaliadora de redações em alguns processos seletivos de grandes empresas e nunca achei a ortografia o principal problema. Os candidatos reprovados, em geral, são aqueles que não produzem textos fluidos. Sabe aquele texto que a gente tem que ler mais de uma vez para compreender? Então... Esses sim são textos ruins.

As redações de processos seletivos, na maior parte das vezes, têm as seguintes abordagens:

1.Produção de apresentação – o famoso tema “Quem sou eu?”.

Muitos alunos que estão estudando para concursos e vestibulares têm dúvidas sobre a pessoalidade nesse tipo de produção. As pessoas aprendem que as dissertações devem ser escritas em terceira pessoa e acham que devem fazer o mesmo ao falar de si. Não! Se você precisa se apresentar, falar da sua experiência, dos seus planos, deve usar o EU, sem problema nenhum.
Em redações desse tipo, você pode falar sobre a sua experiência profissional, sobre o motivo de você querer trabalhar na empresa, explicar de que forma você acha que contribuiria com a instituição etc. Questões pessoais também podem ser expostas, desde que não seja o foco da produção. Coloco, ao final, um exemplo de uma redação desse tipo.

2. Produção dissertativa-argumentativa sobre temas gerais.

Considerando a minha experiência nos processos de seleção, percebo que as empresas gostam de propor temas que relacionem trabalho e vida pessoal. Por exemplo: “Produza uma dissertação em que você explicite a importância do lazer para a vida profissional”. Ou “Fazer o que gosta ou gostar do que faz? O que é mais importante?” e por aí vai.

Para esse tipo de tema, deve-se seguir a estrutura que já conhecemos, com 
Introdução, Desenvolvimento, Conclusão, apresentação da tese e argumentos.

Apresento, a seguir, uma redação baseada na abordagem 1 – Redação “Quem sou eu”. Todos os dados são inventados e servem apenas para que vocês tenham uma ideia de como construir o texto.

Ao ler a redação, vocês vão perceber que eu selecionei três tipos de informações: formação, experiência e interesse pela vaga. Fiquem atentos à estrutura do texto. Na Introdução, após breve apresentação, eu falei sobre esses três aspectos de maneira generalizada. No segundo parágrafo eu abordei a formação de maneira mais detalhada, no terceiro, falei sobre a minha experiência e, no último, expliquei por que sou uma boa candidata ao cargo oferecido pela empresa.

Vejam, então, que, apesar de não se tratar de uma redação voltada para concursos públicos ou vestibulares, a organização do texto foi bem parecida com o que fazemos nesses exames.

Considero essa organização muito importante, pois o avaliador, além de entender quem é você profissionalmente, verá que você consegue construir um texto de apresentação de maneira fluida e estruturada. Um candidato à vaga que seja até bem mais qualificado do que você pode, facilmente, não conseguir a vaga se construir uma redação difícil de entender. Já vi isso acontecendo algumas vezes.

Vamos ao texto! Espero que ajude...

Chamo-me Martha de Araújo Santana, tenho 30 anos e atuo na área de Administração há cinco anos.  Tanto a minha formação quanto as instituições e as pessoas com as quais pude trabalhar até o momento tiveram importância significativa para que eu me tornasse a profissional que sou hoje, com bom conhecimento teórico e bastante vivência administrativa. Atuar no setor de treinamento da empresa JWI Brasil constitui um passo importante em minha carreira, pois, além do aprendizado inerente à função, poderei oferecer ao time a minha experiência e contribuir com o sucesso do grupo.

Sou graduada em Administração de empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso em 2000. Neste mesmo ano, iniciei o MBA em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas. Cursar o MBA no mesmo momento em que iniciava minha atuação na área foi importante, pois pude desenvolver toda a teoria que estava estudando de forma prática na instituição da qual fazia parte. Desde o período da graduação, também tive a oportunidade de fazer alguns cursos importantes para o meu desenvolvimento profissional na área administrativa, como Inglês para negócios, gestão de pessoas entre outros.

Trabalhei por dois anos no setor de Recursos Humanos de uma empresa de turismo que, apesar de ser de pequeno porte, me possibilitou o primeiro contato com a área de treinamento. Fiquei responsável por desenvolver, junto à equipe já existente, um curso de reciclagem para os antigos colaboradores. Atuar com profissionais tão competentes me fez aprender muito e despertou ainda mais meu interesse pela área. Em seguida, passei por mais duas organizações, onde pude trabalhar tanto com gestão de pessoas quanto na área de treinamento e desenvolvimento, em alguns dos projetos dessas empresas.

A oportunidade de atuar na empresa JWI Brasil vai ao encontro do que vivi até hoje, uma vez que, tendo um setor de treinamento bem estruturado, poderei executar as atividades inerentes à função de maneira consistente. Considero o meu perfil adequado à empresa e à função, pois gosto de trabalhar com pessoas e possuo vivência diversificada em treinamentos. Unir o meu conhecimento na área administrativa à experiência que tenho com Treinamento e Desenvolvimento é o que busco para a minha vida profissional.

E aí? Gostaram da redação “Quem sou eu”? Se já fizeram alguma desse tipo, escrevam aqui nos comentários quais foram as suas dificuldades.

Um abraço.

Lygia 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O título é obrigatório na redação? Como criar um bom título?


Oi, pessoal!
Muita gente tem dúvidas sobre a inserção do título na redação, então, resolvi escrever a respeito.

Primeiro ponto importante: o título não é obrigatório na produção textual de concursos e vestibulares, a menos que haja orientação explícita para que você insira um. Já vi muita gente preocupada ao sair de uma prova por ter esquecido de nomear o texto. Isso já aconteceu comigo também, e em um concurso para professor, há alguns anos. Lembro-me de que fiz um bom texto, mas me esqueci de passar o título que estava no rascunho para a folha de redação.  Na época, achei que os avaliadores iriam zerar a minha prova, mas, ao contrário, recebi nota 9,5 e assumi o cargo. 

Em geral, mesmo quando há na prova orientação para inserção do título, a ausência dele não costuma ser motivo para desconto considerável na nota, ainda assim, como sabemos que até 1 décimo pode decidir quem fica com uma vaga, é importante estar atento.

Na realidade, eu considero o título muito importante na produção textual. Não o título burocrático, que é aquele que a pessoa só coloca por ser obrigatório e que nada acrescenta à mensagem. Esse não faz diferença nenhuma. Refiro-me ao bom título. Esse sim pode ser o “tchan” da redação.

Mas o que é, na prática, um bom título?
Você já reparou que os nomes de filmes ou de livros não entregam o que exatamente é a história? Eles despertam nossa atenção, apresentam uma noção sobre o que há no enredo, mas são enigmáticos. Somente assistindo ao filme ou lendo o livro vamos compreendendo o porquê do nome. Assim é um bom título também na produção textual. Quando corrijo redações, gosto de ver um título diferente e ir compreendendo o seu significado conforme vou lendo a produção. Já postei aqui no blog uma redação com título que ilustra bem o que digo. Nesse texto, o leitor só compreende o nome da redação nas últimas linhas da conclusão. Essa técnica é muito legal. Veja aqui esse texto.

E o que é um título ruim?
Há muito a se falar sobre títulos ruins. Vou citar aqueles que vejo com mais frequência.

1. Tema como título – Isso é o que mais acontece, sem sombra de dúvidas. Muitas pessoas confundem tema com o título. Tema é o que a prova oferece, título é o que você faz.

2. Título com “Versus” (X) – Razão x emoção. Vitórias X derrotas.  Trabalho x lazer.
Esse tipo de título não o diferenciará dos demais candidatos. Trata-se de uma forma rápida e pouco criativa de nomear o texto. Evite esse formato.

3. Clichês – títulos com frases prontas e batidas. “Educação – direito de todos”. “Brasileiro não desiste nunca”. “Família é base”.

Eu poderia escrever bastante sobre título, mas acho que o que expus até aqui já pode ajudar bastante. Penso em fazer um vídeo mais detalhado sobre o assunto. O que acham?

Para finalizar essa postagem, apenas ressalto que o título fará diferença em um grupo de redações boas. De nada adianta produzir um bom título se o texto é problemático. Se você ainda não produz redações bem estruturadas, não foque no título agora. Trabalhe para melhorar a produção textual. O título será apenas a cereja do bolo (clichê!!).


Um grande abraço e bons estudos!
Lygia

Redação pronta – As legalidades e ilegalidades na era digital para os policiais militares


Olá, pessoal!

Tendo em vista o concurso para a PMMG, que ocorrerá no próximo mês, apresento nesta postagem uma redação sobre um tema similar ao cobrado na prova para o curso de formação de oficiais de 2015.

Mas por que “similar”, Lygia?

O tema cobrado foi “As legalidades e ilegalidades da era digital para os policiais militares”, mas a redação que produzi foi para o tema “As legalidades e ilegalidades na era digital para os policiais militares”.

Não. As duas propostas não são iguais. A troca da preposição DE para a preposição EM faz toda a diferença para a produção do texto.

Eu não poderia escrever sobre as legalidades e ilegalidades DA era digital se eu não as conheço, compreendem?! Vocês, que estão estudando Direito para fazer a prova, devem saber falar bem sobre o assunto. Eu não tenho ideia do que se trata. Por isso, tive que adaptar a proposta.

De qualquer maneira, acredito que a redação que exponho a seguir poderá ajudá-los neste momento de estudos, fazendo-os analisar como foi produzida a Introdução, como os parágrafos de Desenvolvimento se relacionam com esse primeiro parágrafo e com o último, e dando-lhes ideias acerca de assuntos que podem estar na prova que farão em breve.

Se você tiver feito essa prova, escreva nos comentários, contando-nos como se saiu, sobre o que escreveu etc. Se você não fez redação para esse tema ainda, tente escrever uma e compartilhe conosco!

O espaço para comentários pode ser um local de interessante para ajuda mútua. Sintam-se à vontade.

Na próxima postagem, farei alguns comentários sobre as orientações da Banca sobre a redação.

Um grande abraço e bons estudos!

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     Se, para o cidadão comum, a vida em tempos de internet tem proporcionado certa liberdade, por viabilizar voz a todos os indivíduos, para alguns profissionais, como os policiais militares, a cautela neste cenário é essencial. Com a rapidez com que se disseminam – e se ampliam – as informações na chamada Era Digital, o policial precisa pensar sobre a legalidade de seus atos na Web e ter bastante atenção ao seu comportamento em qualquer situação de sua vida, já que o dano a sua imagem pode tomar grandes proporções, implicando prejuízos também à imagem da corporação.

  O primeiro aspecto a ser considerado refere-se ao comportamento nas redes sociais. Compartilhar opiniões e fotos, inclusive relacionadas ao ambiente profissional, são ações comuns no mundo virtual, mas, para o policial militar, essa espontaneidade pode ser prejudicial. Escândalos envolvendo policiais já ocorreram devido ao acesso da mídia a postagens inadequadas feitas por alguns profissionais. Agir com discrição é uma das obrigações do policial, de acordo com o seu código de ética. Expor-se em demasia é, portanto, inadequado e arriscado para a sua imagem.

   Faz-se necessário considerar, também, que até em sua vida pessoal o comportamento do policial precisa ser cuidado, uma vez que, na Era Digital, qualquer indivíduo com celular pode filmar ocorrências e divulgá-las na internet. A população não atenuará ações inadequadas, ainda que de baixa gravidade, realizadas por um policial por ele não estar em serviço, pois a sua postura precisa ser exemplar sempre para inspirar confiança à sociedade.

   Percebe-se, dessa forma, que, na Era Digital, a imagem de um policial pode ser facilmente prejudicada se este não estiver atento à legalidade de seus atos em todas as esferas da sua vida. Até mesmo ações tidas como de baixa gravidade, segundo as normas institucionais da Polícia Militar, praticadas por esses profissionais, podem repercutir de maneira muito negativa pela sociedade por meio da internet. Conhecer o código de ética e agir conforme os seus direcionamentos é o que garantirá a esse profissional uma imagem honrosa tanto de si quanto da corporação como um todo. 

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Quer ver mais uma redação para concursos anteriores da PMMG? Clique AQUI!

terça-feira, 5 de maio de 2015

De volta...

Olá, pessoal! 

Depois de quase dois anos sem postar conteúdo devido à demanda de atividades do mestrado, escrevo esta mensagem para dizer que, no mês de junho, o blog voltará a ter publicações periódicas!!! 

Estou muito feliz com a ideia de voltar a escrever por aqui e gostaria de pedir sua ajuda.

Que temas você quer ver por aqui?

Envie-me um e-mail explicando quais são as suas dificuldades e eu preparei o conteúdo. 
As sugestões podem ser enviadas para lygiafs@yahoo.com.br


Aguardarei sua mensagem!! 

Até muito breve!
Um grande abraço.


Lygia Maria



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Solicitação de recurso - Redação

Olá!

Na redação sobre plágio que apresentei na última postagem, minha nota foi 8,0.

Considerei inadequada a pontuação e entrei com um recurso. Veja:

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De acordo com o item 7.3 a, a redação seria avaliada segundo os aspectos formais, textuais e discursivos.

Aspectos formais
- A redação enviada não apresenta desvios gramaticais ou ortográficos e a linguagem utilizada obedece ao registro formal de comunicação. Não identifico, portanto, possibilidade de desconto de pontos no quesito “aspectos formais”.

Aspectos textuais
- De acordo com o tema, a redação deveria explicar o que é o plágio e soluções para evitá-lo na Educação a Distância. Foi dito no decorrer do texto que o plágio é a apropriação de conteúdo alheio. Além disso, foram apresentadas duas propostas de solução para o problema:

 1) criação de disciplinas ou maior oferta de debates  sobre o tema nas instituições.
 2) investimento maior em tecnologia nas instituições para identificação de plágio.

Com base nos aspectos apresentados, não se pode dizer que houve na produção textual fuga ao tema proposto. 

Em relação à estrutura dos parágrafos, também não houve inadequação, uma vez que são proporcionais em tamanho e foram utilizados de forma a obedecerem ao formato próprio do gênero dissertativo (introdução, desenvolvimento e conclusão).
Com base em tais dados, a nota atribuída ao texto no quesito “aspectos textuais” também precisa ser revista.

Aspectos discursivos
- Em relação aos aspectos discursivos, da mesma forma, não identifico inadequações, uma vez que os conectivos foram corretamente empregados, os parágrafos se mostraram encadeados e a argumentação foi apresentada de maneira clara, sem repetições de palavras ou expressões.  Tais características conferiram fluidez ao texto. A nota atribuída à redação no quesito “aspectos discursivos” também precisa, pois, ser revista.

Considerando os aspectos detalhados, solicito que seja revista a nota final da redação.

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Após recurso, a minha nota foi alterada para 9,0. No entanto, atente para o comentário que recebi da Banca avaliadora:

Resposta ao Recurso: “Alterar a nota. Bom texto mais há argumentos que necessitariam de melhor desenvolvimento,”

Se a pessoa que escreveu a resposta ao meu recurso foi a mesma que analisou a redação, a situação é bem complicada, uma vez que o “mas” foi trocado por “mais”, não houve vírgula após a palavra “texto” e o parecer foi finalizado com vírgula em vez de ponto.

E a gente vai levando...

Até mais!



domingo, 25 de agosto de 2013

Redação pronta sobre plágio

Segue a redação que fiz para o tema:

Plágio: o que é e como evitá-lo na Educação a Distância.

Na próxima postagem, falarei sobre como foi a avaliação da banca.

    
Inspiração sem transcrição
            
    A facilidade de acesso à informação, proporcionada pela tecnologia, apesar de ser benéfica no processo de ensino-aprendizagem, tem também posto em pauta uma preocupação entre os educadores: o plágio. Na modalidade de ensino a distância, em que o aluno, na maior parte das vezes, realiza as suas atividades longe da presença de professores, a apropriação de conteúdos tende a ser facilitada. Refletir sobre o assunto é o caminho para que se pense em estratégias para solucionar o problema.
            
      Antes de tudo, é preciso que os cursos a distância passem a tratar o tema plágio de maneira mais aberta com os alunos. A criação de uma disciplina específica, ou mesmo a oferta de debates estruturados sobre o tema,  pode trazer bons resultados, uma vez que, por meio de ações como essas, os estudantes poderão perceber, de maneira mais aprofundada,  o quão prejudiciais são as ações de plágio.
    
        Em paralelo a esse trabalho junto ao aluno, é importante que as instituições educacionais tenham acesso a programas tecnológicos de identificação de plágio.  Há situações em que os professores/tutores, devido ao excesso de trabalho, não têm disponibilidade suficiente para analisar a ocorrência de plágio em cada trabalho que recebem. O que se faz comumente é copiar trechos do texto do aluno e pesquisá-los em sites de busca, porém, trata-se de um processo bastante demorado.  Equipar as instituições com  programas que façam esse trabalho seria, pois, um grande auxílio para os profissionais.


           É notório, portanto, que o tema plágio precisa ser discutido entre os profissionais de educação a distância para que haja avanços. A utilização de conteúdo alheio sem a devida identificação constitui crime, mas nem todos os estudantes têm consciência da complexidade de tal prática. Alunos e instituições precisam discutir o assunto a fim de que o ato de pesquisar gere inspiração... em vez de fraude.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Redação sobre plágio

Olá, pessoal!

Participei de um processo seletivo em que tive que escrever uma redação sobre o seguinte tema:

“Plágio: o que é e como evitá-lo na Educação a Distância?”

Postarei em breve o texto que fiz, mas a pergunta agora é: o que vocês escreveriam se tivessem que produzir uma redação a respeito? Como organizariam o texto?

Apesar de se tratar de uma proposta bastante direcionada a minha área de atuação, não acho que seja improvável que as bancas de concursos e vestibulares venham a cobrar algo do tipo.

Vale a pena pensar sobre esse tema.


Até logo!!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vou estar falando ... sobre o gerundismo

Na novela Amor à Vida, o personagem Carlitto, interpretado pelo ator Anderson Di Rizzi, só fala usando gerundismo. Eu acho engraçado ver as cenas, porque se trata de um modo de comunicação característico de pessoas que querem falar bonito, mas, na verdade, estão usando um vício de linguagem chato.

Em uma cena, o personagem disse seguidamente estas 3 frases: 

“Você vai estar topando ir à festa comigo?”
“Você vai estar adorando a festa.”
“Você vai estar me vendo tocar como DJ.”

Chamamos tal estrutura de gerundismo porque é um formato desnecessário de comunicação. O gerúndio indica ação em andamento, porém, nas frases acima, não temos a ideia de processo em curso, por isso é inadequado.
O ideal seria dizer: Você topa ir à festa comigo?”, “Você vai adorar a festa.”, “Você vai me ver tocar como DJ.”.

Mas atenção, na frase a seguir, temos a estrutura semelhante, mas não ocorre gerundismo.

“Amanhã, enquanto você estiver trabalhando, eu vou estar tomando sol.”

Nessa frase, temos ações ocorrendo simultaneamente, por isso é adequado o uso do gerúndio.

Provavelmente a origem do gerundismo seja o  Future Continuous do inglês.
I’ll be sending a message tomorrow.
We’ll be traveling next week.

De vez em quando vejo o gerundismo nos textos dos meus alunos e sinalizo o problema.

Se você é uma pessoa preocupada com a escrita, fique atento a esse vício de linguagem.

Até mais.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Site InfoEnem e prova Enem 2012


Olá!

O site InfoEnem publicou uma lista com blogs recomendáveis para estudar redação. Nós estamos lá, junto a mais alguns outros sítios bem legais. Veja aqui.

Os responsáveis pelo site me passaram um link para download da prova do Enem 2012 e acho que pode interessar. Para ter acesso, clique aqui.

Espero que seja útil aos vestibulandos.

Um abraço.
Lygia Maria


domingo, 5 de maio de 2013

Redação pronta ANS – Censura na internet


Apresento nesta postagem uma redação pronta para um tema que caiu na prova da ANS.

Proposta com o texto de apoio aqui.

Tema: Deve haver ou não censura na internet?

Comentários gerais

A primeira coisa que o autor precisa fazer é se posicionar sobre o tema, ou seja, deve deixar claro, logo na introdução, se deve ou não haver censura na internet.
No desenvolvimento, o candidato deverá usar argumentos para comprovar a sua opinião.


Redação


Vencendo o canhão

Nos regimes autoritários, os cidadãos possuem sua liberdade cerceada, ficando a cargo do governo a decisão sobre o que deve ou não ser de conhecimento da sociedade. Apesar de se tratar de uma realidade distante para os países que hoje vivem no regime democrático, hora ou outra o tema “censura” volta a ser discutido. No momento, por conta dos crimes que acontecem no meio virtual, há quem ache necessário a censura na Web. No entanto, a internet é um local de liberdade e a censura não é a solução para os problemas da rede.

Primeiramente, é necessário que se entenda que os crimes virtuais devem ser solucionados com legislação adequada e não com censura. A internet é um instrumento poderoso, que pode sim ser usado para práticas ilegais, como invasão de privacidade e exposição de pessoas. No entanto, indivíduos que procedem de forma criminosa devem ser identificados, julgados e punidos. Valer-se de tais situações para defender a censura é imprudente.

Além disso, em um regime democrático, é inconcebível a ideia de restrição à informação, o que pode acontecer se for adotada a censura na internet. Na China, as pesquisas no site de busca Google eram censuradas para que a população não tivesse acesso a informações consideradas “perigosas” pelo governo. Quando se faziam buscas com o nome do ex-presidente chinês, por exemplo, o sistema ficava fora do ar. Esse é claramente um exemplo a não ser seguido.

É nítido, portanto, que a censura na internet é inadequada e não soluciona os problemas atuais. Com organização e inteligência, pode-se atuar de maneira eficiente e sem retrocesso. Afinal, censura é uma forma de retorno à ditadura. Que as flores continuem vencendo o canhão.




sábado, 27 de abril de 2013

Aos candidatos ao concurso da PMMG


Passo apenas para dizer que estou na torcida por vocês. Obrigada pela participação de todos por aqui.

Infelizmente, com a correria da semana, não consegui avaliar todos os textos enviados nos comentários da postagem sobre “Impunidade e criminalidade”. Em cima da hora fica sempre muito difícil pra mim. Vida de professor...

Apareçam para dizer como foram! Estou ansiosa.

Um abraço.
Lygia Maria


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Redação concurso ANS


Estão abertas as inscrições para a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar -, e a redação estará presente no concurso.

Segue trecho importante do edital:

A prova discursiva valerá 30,00 pontos e consistirá de redação de texto dissertativo, de até 30 linhas, abordando tópicos relevantes do mundo contemporâneo, divulgados por meios de comunicação, concernentes aos campos da política, economia, sociedade, cultura, tecnologia e saúde pública e privada no Brasil.

Apresento abaixo o tema que caiu na redação do  concurso em 2007. Proponho que vocês interpretem a proposta e digam nos comentários como fariam a redação. Na próxima postagem, apresentarei meus comentários sobre o tema. Até lá.

“Muitas pessoas, hoje, mantêm familiaridade com o funcionamento da internet, além das que cresceram com ela. Na rede convivem a comunicação privada, o compartilhamento entre amigos e pronunciamentos públicos. Representantes da Justiça, algumas vezes, entenderam que a internet pode causar danos morais às pessoas, com invasão de sua privacidade.

A polêmica está estabelecida e é real. A questão que se coloca é: deve haver ou não censura na internet?

Desenvolva suas idéias em um texto dissertativo, argumentando em defesa de sua posição”.